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O Poderoso Chefão. Talvez não exista nada para se falar daquilo que se prova ser uma das maiores obras primas do cinema, para alguns perfeita, para outros um erro ter sido sequenciada e para muitos o ódio focado ao terceiro filme, talvez um ódio gratuito demais, mas entende-se o descontentamento, pois Poderoso Chefão Parte lll se mostrou não ser grandioso o suficiente para o primeiro filme, além de muitos problemas de cortes de cena, mesmo assim, por causa do nome pesado que é a franquia, existe um respeito.

O primeiro filme foi o que podemos chamar de epopeia, o suprassumo do tema máfia nos cinemas, o exemplo de obra prima das grandes produções, imortalizando Francis Ford Coppola, Mario Puzzo, e apresentando Al Pacino. Pode existir pessoas que não gostem de O Poderoso Chefão, isso não tirá o rótulo de perfeição que ele conquistou ao longo dos anos, se tornando único. A parte ll não deixou a desejar, para muitos se manteve a nível do primeiro filme, alguns o colocam como a melhor sequência já feita de um filme. E claro, como já sabemos como funciona a indústria cinematográfica, nada mais comum do que uma sequência…

Poderoso Chefão Parte lll: Desfecho – A Morte de Michael Corleone. Pode se dizer que é contraditório a muita coisa dos primeiros filmes, mas chamá-lo de desastre é injusto, Michael (Al Pacino) estava tirando sua família dos negócios que a muito tempo construiu, mas sabe como é a máfia: toda vez que se tenta sair, te puxam de volta, parafraseando a icônica fala de Al Pacino nesse terceiro filme. Com isso, Michael precisa se virar para resolver todos os conflitos com as outras famílias e assim precisou retornar aos negócios, por causa dos problemas de saúde. A verdadeira chefe dos negócios dos Corleone era Connie (Talia Shire), e quem fazia o trabalho sujo era Vincent (Andy Garcia), o qual estava se envolvendo com a filha de Michael, Mary (Sofia Coppola) – este último, o maior ponto negativo de todo o filme. Fazer ela contracenar com Al Pacino é expor o quão péssima atriz ela foi, para muitos poderia ser cortada do filme que não fazia diferença. Eu já acho que foi só um conflito a mais que Coppola quis colocar no filme, o erro em si foi a pessoa que foi contracenar, porque é um pavor de horroroso.

De grandes polêmicas e opiniões divididas, nos deparamos com 2020, depois de trinta anos da estreia do terceiro filme, e Francis Coppola, junto com a Paramount, resolvem reeditar o filme na visão do diretor. Em tempos modernos, chamar de CoppolaCut não seria exagero. Essa reedição encurtou o filme, editado de quadro em quadro e passando por remasterização de trilhas, essas aliás foram as mudanças mais sentidas no filme, muitos dos flashbacks foram removidos, deixando o filme mais “limpo”, visualmente impecável. Aqui o trabalho de edição lapidou mais ainda esse terceiro filme, porém não mudou o conjunto da obra em si, logo quem não gostou de Poderoso Chefão lll, não terá uma opinião mudada, pois permanece o mesmo filme, só que melhor editado. Eu vi uma boa diferença de visual apenas.

Porém fica a opinião de um fã, prefiro mil vezes um recut de diretor do que Poderoso Chefão lV, quem quer isso não sabe o que fala e se prende muito ao apego emocional do nome da trilogia. Seria um erro colossal sequenciar a história ou rebootar o filme, um recut caminha na linha tênue entre um sucesso confortante e um desastre descomunal. Que esse “novo” Poderoso Chefão lll atice a nova geração a assistir uma das maiores obras cinematográficas da história.