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Trazendo mais uma vez à cena o ambiente dos mundos de fantasia habitados por humanos e outras raças, Monster Girl Doctor nos apresenta Glenn, um médico jovem e dedicado com sua parceira lâmia. Os detalhes destas primeiras impressões você confere aqui em mais um Primeiro Gole da Temporada de Verão 2020.

AI DE NÓS, MENTES SUJAS!

Indo na mesma tendência de Monster Musume na receita “garotas monstro + E C C H I D E S N E C E S S Á R I O™”, Monster Girl Doctor é um pouco mais decente do que alguns pensam, se comparado com outras pérolas do gênero muito mais escancaradas e indecentes para quem já é familiarizado. Apesar de uma situação ou outra, seu protagonista é um médico tão sério que suas sacadas no primeiro episódio acendem uma luz no fim do túnel.

Sim, logo depois de contar brevemente uma história de guerra inter-racial que eventualmente termina em paz (o oposto de Somali and the Forest Spirit) o primeiro episódio começa com um exame médico de deixar os puritanos mais alérgicos a rabiscos animados com algum teor sensual vermelhos de tanta coceira. Porém, o momento de Ecchi Desnecessário™ ganha de súbito uma explicação perfeitamente plausível, até para os mais exigentes, o que dá um ar de comédia no anime.

Mas a comédia aqui é criada em cima dos personagens ou da situação? Nem tanto; a graça está em nós e em nossas mentes podres, tal como quem assiste às cenas das sombras em Austin Powers onde tudo ocorre normalmente dentro de uma tenda, salvo as sombras que se refletem para fora e criam a situação de duplo sentido (inexistente na realidade) para aqueles que veem de fora.

MÉDICO OU VETERINÁRIO?

Quando somos devidamente apresentados ao médico Glenn (Doutor? Não sei. Ele tem doutorado?) e sua assistente Neikes (acrônimo safado de sneike), vemos que ele é dono de uma modesta clínica que atende todo tipo de raça, o que torna ele um… medicorinário? Que nome a medicina daria para um médico que cuida de humanos, minotauros e centauros? Pois essa é a situação do primeiro episódio e, ao que indica a sinopse, de todo o anime; cada episódio será mais um caso para o médico novato.

Se as coisas saírem com o nível de esperteza deste primeiro episódio, o futuro desse anime parece promissor nesta temporada. Mesmo que ele tenha trago de volta um arquétipo de personagem feminino dos anos 90 que definitivamente não faz falta, a himedere e seus “oooooh ho ho ho ho!” irritantes (era pra ser uma risada isso), o fato permanece que esse descontentamento é puramente pessoal. A situação que envolve ela é muito bem pensada: Glenn consegue bolar uma resposta engenhosa para uma paciente que mesmo saudável sofria de várias derrotas no coliseu, demonstrando um conhecimento inusitado de cavalaria e de física.

Disse o máximo que pude sem estragar o prazer de ninguém. E se ainda achas que trata-se apenas do mais puro ecchi genérico, você não sabe do que reclama. Mas se mundo de fantasia não é sua praia e/ou você está saturado do assunto, não te culpo de absolutamente nada.

Compartilho do mesmo sentimento; e ainda assim temporada vai, temporada vem e aqui continuo. E muito bem entretido, por incrível que pareça!

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